Imobiliário: Cresce a procura de casas para comprar e arrendar pelos estrangeiros que vivem em Portugal

Nos últimos anos, Portugal entrou na rota dos estrangeiros que, pelas mais diversas razões, elegem o nosso País para viver. Em termos de habitação, que procuram estas pessoas? Comprar casa ou antes arrendar? Os números indicam que a tendência de investimento em imóveis é crescente e que representa milhões de euros. Por outro lado, constata-se a procura para comprar ou alugar aumentou em zonas geográficas como o Funchal (na Madeira), Ponta Delgada (nos Açores), Leiria, Coimbra ou Porto.

 

Quais as razões que conduzem os estrangeiros a Portugal?

  • Clima ameno
  • Qualidade de Vida
  • País Seguro
  • Programas de lazer que proporciona
  • Acesso a cuidados de saúde relativamente fácil
  • Custo de vida inferior ao dos seus países de origem (em alguns casos)
  • Regime Fiscal (para investidores e nómadas digitais)
  • Possibilidade de obter a nacionalidade portuguesa (em determinadas circunstâncias)
  • Valor dos imóveis apesar de elevado para Portugal, em muitos casos é inferior ao praticado nos países de origem dos estrangeiros

 

Porque compram casa em Portugal?

  • Para efetivamente viverem e/ou trabalharem no País, seja a título singular, com as famílias ou em situações de reforma.
  • Alguns compram como segunda habitação e em muitos casos destinam os meses em que não estão em Portugal ao Alojamento Local (que existe no país inteiro, embora neste momento esteja condicionado em algumas freguesias de Lisboa, sendo ainda possível registar uma propriedade nestes moldes em algumas zonas da capital).
  • Numa perspectiva de investimento que em determinadas circunstâncias lhes poderá permitir aceder a um visto gold apesar do Governo Português ter anunciado em Novembro que está a estudar a hipótese de terminar com esta modalidade de autorização de residências por investimento. Ou seja, por enquanto, a legislação mantém-se.
  • Para usufruírem do regime fiscal para residentes não habituais que com a entrada em vigor do Orçamento de Estado 2023 os equipara aos residentes habituais (Imobiliário: As novas medidas de 2023)
  • Nómadas Digitais – Habitualmente estes trabalhadores remotos optam pelo arrendamento, no entanto, ao adquirirem uma habitação própria e permanente usufruem igualmente de benefícios fiscais.

Em Portugal os dados revelam que a aquisição de propriedades por parte de cidadãos de nacionalidade estrangeira é uma tendência crescente e que representa um investimento de centenas de milhares de euros no País. Em Novembro de 2022, o Banco de Portugal apresentou o Relatório de Estabilidade Financeira de novembro, no qual refere que “no acumulado dos quatro trimestres terminados em junho de 2022, os compradores não residentes simbolizam 11,7% das transações imobiliárias de habitação em Portugal”, “contra” os 8,9% no mesmo período em 2021.

Segundo os dados apontados pelo Banco de Portugal em novembro de 2022, o volume de negócios no mercado imobiliário envolvendo cidadãos não residentes atingiu quase 30 mil milhões de euros durante o segundo trimestre, ou seja, até junho de 2022, quando no mesmo período em 2021 não chegou aos 25 mil milhões de euros.

De acordo com um estudo realizado pelo Idealista News, o interesse dos investidores estrangeiros em comprar casa em Portugal não sofreu alterações com a pandemia, a guerra da Ucrânia, ou a inflação. Estas variantes que mudaram a economia do País nos últimos anos, não se manifestaram. “O peso médio médio da procura internacional das 20 capitais de distritos portugueses fixou-se em cerca de 27% tanto no final de 2019, como no final de 2022. E no mercado de arrendamento registou-se ainda uma maior procura internacional em dezembro de 2022 (32%) do que antes da pandemia (24%)”, sublinha o Idealista News. Os dados deste apontam para uma tendência crescente e brasileiros, franceses e norte-americanos a comprar casa no nosso País, enquanto no mercado de arrendamento os brasileiros lideram a lista.

Entre 2019 e 2022, aponta o Idealista News, para um aumento da procura em algumas zonas do País. Eis os dados do estudo:

  • Funchal (na Madeira) – cresceu 9,5% a procura de casas. Em Dezembro de 2022 a busca de casas por parte de cidadãos de nacionalidade estrangeira representava 50% da procura.
  • Leiria – o interesse cresceu 3,8%
  • Coimbra – aumento de 3,5% da procura de casas para estrangeiros

Outros dados do Idealista News:

  • Faro, Viana do Castelo e Bragança – uma em cada três pessoas que procura casa para comprar é de nacionalidade estrangeira.
  • Ponta Delgada (Açores) – a procura de casas por parte de estrangeiros ronda os 40%.

 

Os números revelados pelo Idealista News apontam para uma diferenciação de nacionalidades em função da zona geográfica de Portugal. Assim, em Lisboa regista-se uma maior procura internacional pelos espanhóis, franceses e norte-americanos, “contra” o Porto onde uma em cada 5 pessoas que percorre o mercado imobiliário com o intuito de encontrar uma casa, é de origem estrangeira, sendo que Espanha, Brasil e Estados Unidos da América lideram a lista. Já em Faro, no Algarve, nota-se uma busca acentuada por parte de britânicos, norte-americanos e alemães.

 

Mercado de arrendamento de casas a estrangeiros cresceu

O mercado de arrendamento em Portugal ultrapassa um momento complexo para quem quer arrendar, nomeadamente em centros urbanos. No entanto, se por um lado é difícil alugar uma casa a valores competitivos, por outro assistimos a cada vez mais cidadãos de nacionalidade estrangeira em busca de casas para arrendar no País e não necessariamente em Lisboa ou no Porto. Aliás, de acordo com o estudo divulgado pelo Idealista News esta procura acentuou-se e passou de 24% em dezembro de 2019 (período pré-pandémico) para 32% em dezembro de 2022, ou seja, registou-se um aumento de 8,2% de procura de casa para arrendar por parte de cidadãos estrangeiros.

Na sequência do estudo efetuado e divulgado pelo Idealista News, os lugares que registaram uma maior subida de busca de casa para alugar por estrangeiros, entre dezembro de 2019 e dezembro de 2022 foram os seguintes:

  • Ponta Delgada nos Açores – cresceu 19,1%
  • Funchal, na Madeira – aumentou 19% embora aqui estes dados possam, em parte, ser justificados com as condições proporcionadas pelo Governo Regional da Madeira aos nómadas digitais e pelo facto desta Região Autónoma usufruir, cada vez mais, de projeção internacional (Nómadas Digitais: Madeira entre os 8 melhores lugares do mundo para trabalhar)
  • Porto – registou-se um crescimento de 11, 6%

Em 2022, os números indicam que as cidades mais procuradas pelo estrangeiros para arrendarem uma casa foram o Funchal (Madeira), Viana do Castelo e Bragança. Neste mesmo ano, Portalegre, Évora e Beja registaram uma descida acentuada de arrendamento ou procura internacional de aluguer de habitação.

O número de estrangeiros a residir em Portugal tem aumentado nos últimos anos; de acordo com os dados revelados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF – em 2022 registou-se pelo sétimo ano consecutivo, um crescimento da população estrangeira no País, estando no final desse ano, contabilizados 757.252 mil cidadãos de nacionalidade estrangeira com residência legal em Portugal, o que representa um aumento de 8,3% face ao final de 2021. Em termos práticos, simboliza mais 58,365 mil pessoas.

 

De acordo com estes dados, as nacionalidades que registaram um maior crescimentos nos últimos anos foram a Indiana e a Brasileira, seguidos da Nepalesa.

 

Ranking dos países de origem dos estrangeiros a residirem de forma legal, em Portugal, no final de 2022 de acordo com os dados apontados pelo SEF:

  1. Brasil
  2. Reino Unido
  3. Cabo Verde
  4. Índia
  5. Itália
  6. Angola
  7. França
  8. Ucrânia
  9. Roménia
  10. Nepal

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